História do Município

História: A História de Aimorés remonta aos primórdios da colonização portuguesa no interior do Brasil no século XVI. A região onde está localizado o município teve como primeiros habitantes os índios Aimorés, ramo da tribo Jê ou botocudo.  Os índios habitavam a região onde atualmente se localizam os municípios de Aimorés e Baixo Guandu/ES e se denominavam guimarés, ou seja, “diferentes”, da tribo Jê, muito conhecida pela sua ferocidade em conflitos com colonizadores. Os guimarés eram pacíficos, embora, algumas vezes, fossem agressivos no primeiro contato com outra cultura. A cidade de Aimorés tem sua origem vinculada aos pioneiros que, na virada do século XIX para o século XX e durante o primeiro quartel deste, fizeram incursões neste território de Minas Gerais com o intuito de derrubar a mata nativa para comercialização da madeira e, posteriormente, para o cultivo do café e agropecuária. Para o historiador Antônio Tavares de Paula, o fundador da cidade de Aimorés foi Paulo Martins dos Santos, que, em 1876 se instalou próximo à foz do Rio Manhuaçu, onde “instalou um engenho de cana-de-açúcar junto à margem esquerda do Rio Manhuaçu, cerca de 500 metros de sua embocadura. Ao redor desse engenho surgiu o povoado onde viviam plantadores de cana, os ceifadores faziam a moagem e fabricavam rapaduras e os tropeiros levavam o produto para o Espírito Santo”. Posteriormente à margem direita do rio Doce foi sendo ocupada e à medida que este núcleo se expandia, acarretava a estagnação daquele formato nas imediações da propriedade do pioneiro Paulo Martins dos Santos. Este novo núcleo de ocupação ficou conhecido como “Natividade da Barra do Manhuaçu”, hoje apenas “Barra do Manhuaçu”. Até 1907, a Barra do Manhuaçu serviu como entreposto da região. Sobre lombo de burro, eram recebidos, através do Espírito Santo, produtos industrializados vindos principalmente do Rio de Janeiro; de lá exportavam café, milho, material ou imaterial, fortemente ligados ao trabalho no campo e, consequentemente, ao modo de vida rural.

A Vila de Aimorés foi elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual de Nº 893 de 10 de setembro de 1925. Pela Lei Nº 663 de 18 de setembro de 1915 e pela Lei Nº 673 de 05 de setembro de 1916, Aimorés pertencia à comarca de Manhuaçu. Só pela Lei Nº 893 de 07 de setembro de 1925 emancipou-se daquela comarca.

Administrativamente, o município é subdividido em oito distritos, além da sede, sendo eles: Alto do Capim, Conceição do Capim, Expedicionário Alicio, Mundo Novo de Minas, Penha do Capim, Santo Antônio do Rio Doce, São Sebastião da Vala e Tabaúna. O Distrito-Sede é o mais populoso, reunindo 14 998 habitantes e 6 080 domicílios particulares no ano de 2010, segundo o IBGE, seguido por São Sebastião da Vala, com 1 616 residentes e 661 domicílios. Conforme já foi citado anteriormente, no século XX houve a criação e elevação à cidade de diversos distritos do município, sendo que o distrito mais recente é Santo Antônio do Rio Doce, criado pela lei municipal nº 1499, de 31 de outubro de 1995.