Dados Geográficos

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1 348,775 km², sendo que 3,57 km² constituem a zona urbana e os 1 345,205 km² restantes constituem a zona rural. Situa-se a 19°29’45” de latitude sul e 41°03’50” de longitude oeste e está a uma distância de 440 quilômetros a leste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Itueta, ao norte; Baixo Guandu, ao nordeste; Laranja da Terra, à leste; Afonso Cláudio, a sudeste; Brejetuba, ao sul; Mutum, a sudoeste; Pocrane, à oeste; e Santa Rita do Itueto, ao noroeste. Sendo que os municípios de Baixo Guandu, Laranja da Terra, Afonso Cláudio e Brejetuba situam-se no estado do Espírito Santo e as cidades de Mutum, Pocrane, Santa Rita do Itueto e Itueta estão em Minas Gerais.

Relevo e hidrografia

O relevo do município de Aimorés é predominantemente ondulado. Em aproximadamente 40% do território aimoreense há o predomínio de terrenos ondulados, enquanto que 30% é coberto por áreas e montanhosas e os outros 30% restantes são lugares planos. A altitude máxima encontra-se na Serra da Mata Fria, situada a sul do município, que chega aos 1 118 metros, enquanto que a altitude mínima está no rio Doce, chegando a 83 metros acima do nível do mar, em um trecho a nordeste da cidade. Vários agrupamentos rochosos são alguns dos principais atrativos do município, tais como a pedra Bonita, a pedra da Fundanga, a pedra da Onça e a pedra Lorena. Análises geomórficas e fotografias registradas por satélites revelam ainda a existência de uma cratera a cerca de 5 quilômetros a norte da cidade, com aproximadamente 9,6 km de diâmetro, cuja formação tem como hipóteses se tratar de um vulcão extinto ou ter se originado da queda de um meteorito. Especula-se que o suposto meteorito tenha alterado o curso do rio Doce.

O rio Doce é o principal curso hidrográfico que banha o município, ao lado dos rios Manhuaçu e Capim, que também fazem parte da bacia do rio Doce. As águas do rio Doce alimentam a Usina Hidrelétrica de Aimorés, que é o maior complexo hidrelétrico do leste mineiro. Por vezes, na estação das chuvas, os rios que cortam o município sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens, o que exige a existência de um sistema de alerta contra enchentes eficaz. A cidade foi uma das mais afetadas pelas enchentes de 1979, que atingiram vários municípios do leste mineiro banhados pelo rio Doce e seus afluentes, e em 2003 e 2004 fortes chuvas provocaram novamente grandes inundações nas proximidades dos rios,[19] bem como as cheias de 2013, que desalojaram milhares de pessoas na cidade. Há uma série de estações pluviométricas e fluviométricas instaladas em Aimorés, que são administradas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e que visam a alertar a população de uma possível enchente.

Clima

Rio Manhuaçu em dezembro de 2011, durante a estação das chuvas.
O clima aimoreense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido, ou tropical com estação seca (tipo Aw segundo Köppen), tendo temperatura média anual de 25,2 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas. O município é conhecido por ser a cidade mais quente do estado de Minas Gerais.[24] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27,8 °C, sendo a média máxima de 33,9 °C e a mínima de 21,8 °C. E o mês mais frio, julho, de 22,4 °C, sendo 29,6 °C e 16,9 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

O tempo aproximado de insolação é de 2 235,5 horas anuais e a precipitação média anual é de 1 169,0 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 9,2 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 213,9 mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 33 °C, especialmente entre julho e setembro. Em agosto de 2011, por exemplo, a precipitação de chuva em Aimorés não passou dos 0 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Aimorés foi de 9,1 ºC, ocorrida nos dias 12 de julho de 1979 e 10 de junho de 1997, enquanto que a máxima atingiu os 42,6 ºC, em 31 de outubro de 2012. Temperaturas elevadas são comuns, principalmente entre a primavera e o verão, por vezes mesmo durante a madrugada, sendo que a maior temperatura mínima já registrada no município foi de 29,0 ºC, no dia 4 de dezembro de 1986. Por outro lado, em dias nublados e chuvosos, principalmente durante o inverno, as temperaturas não sobem muito. Em 8 de outubro de 2013, Aimorés teve a tarde mais fria já vista na cidade, quando os termômetros não passaram dos 18,7 ºC, segundo o INMET. Quedas do índice de umidade relativa do ar (URA) são normais nos meses mais secos, sendo que o menor valor já ocorrido foi de 14%, em 30 de setembro de 2015. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 154,0 mm, em 24 de dezembro de 2013, durante as enchentes daquele ano.