APOIO:

  • PREFEITURA MUNICIPAL DE AIMORÉS.
  • SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE,  LAZER E TURISMO.
  • DEPARTAMENTO DE CULTURA E TURISMO.
  • ESCOLAS MUNICIPAIS, ESTADUAIS E PARTICULARES  DE AIMORÉS

INTRODUÇÃO

Essa visita guiada tem como objetivo a valorização do Patrimônio Histórico Cultural de nossa cidade, através da transmissão de informações aos docentes sobre os bens tombados e inventariados de nossa cidade, onde os mesmos serão transmissores desses conhecimentos aos alunos, que serão os futuros guardiões desse Patrimônio.

Nosso município é dotado de vários casarões antigos e construções que remontam início do século XX, e alguns ainda guardam suas respectivas características de sua edificação.

Que esta visita e as informações contidas nesse manual possam despertar e acrescentar aos docentes a sensibilidade de preservação de nosso Patrimônio Histórico Cultural, que é tão rico em nosso município.

Que todos possam se deleitar com nossa visita e nas informações desse manual.
Um bom trabalho a todos.
Museu Histórico de Aimorés/Agosto de 2017

ÍNDICE:

  • 1.BEM TOMBADO:
  • 1.1. PEDRA DA LORENA.
  • 2.BENS INVENTARIADOS:
  • 2.1.CASARÃO CALVÃO.
  • 2.2.SOLAR JOSÉ ALVES PAIXÃO.
  • 2.3.ANTIGA CASA DE SAÚDE E MATERNIDADE SÃO LUCAS.
  • 2.4.IGREJA MATRIZ DE  NOSSA SENHORA DO CARMO.
  • 2.5.ANTIGO COLÉGIO DAS IRMÃS CARMELITAS (ATUAL UNIPAC).
  • 2.6.PREFEITURA MUNICIPAL.
  • 2.7.MUSEU HISTÓRICO DE AIMORÉS.
  • 2.8.PRIMEIRA IGREJA BATISTA.
  • 2.9.CASA DE DONA ROSEMARIE PENNA GARZON.
  • 2.10.ANTIGA CASA DO CORONEL JOSÉ THIAGO.
  • 2.11.BAR DO PONTO.
  • 2.12.ESTAÇÃO FERROVIÁRIA.
  • 2.13.AIMORÉS PÁLACE HOTEL.
  • 2.14. EDIFICAÇÃO NA AVENIDA AMÉRICO MARTINS DA COSTA, Nº 164 ( ESCRITÓRIO DO MILTON LANÇA)

 

Bem tombado: Pedra Lorena

HISTÓRICO:

Localizada às margens da represa da Usina Hidrelétrica de Aimorés, a Pedra da Lorena é considerada pelos aimoreenses um marco histórico do município. O Conjunto Natural e Paisagístico da Pedra da Lorena compreende um sitio natural de especial importância, não apena por razões geológicas, mas também em virtude do seu valor histórico, ecológico, paisagístico, afetivo e cultural. Além de sua inconteste beleza natural, propicia belas visadas da região onde se situa Aimorés. Soma-se a isto o fato da História do município estar ligada às Histórias e Lendas da Pedra, com um Quartel Militar localizado na Ilha Lorena, aos pés da Pedra, onde o mesmo data do ano de 1800, pelo então governador da Província de Minas Gerais Bernardo José de Lorena. É, portanto, um local importante para a população aimoreense, pois, a lenda da Pedra permeia a história do município.  O Tombamento da Pedra da Lorena reforçou a necessidade de conservar a herança geológica da terra valorizando este rico Patrimônio Natural, Cultural e Paisagístico de nosso município.

Por seu valor paisagístico, histórico, simbólico e afetivo ficou sob proteção de Tombamento pelo Decreto Municipal nº 308/2009 de 01 de dezembro de 2009.

 

Bem Tombado: Casarão Calvão

HISTÓRICO:

Edificação construída em 1926 pelo português por Antônio Calvão de Moura, que veio se instalar em Aimorés na primeira metade do século XX. O imóvel era utilizado com fins residenciais. Era uma sala de espera na frente, um quarto e vestir das mulheres, e a sala de jantar. Em cima, uma sala, assim que sobe a escada e os quartos. Nos fundos, residência e depósito de mercadorias. As tropas de burros que traziam mercadorias de diversos lugares, arranchavam no quintal de sua residência, onde ele oferecia o pouso e alimentação aos tropeiros. A edificação foi herdada pela filha caçula Maria Helena Calvão Caser, que atualmente reside com o esposo na casa onde funcionava o comércio. A casa é utilizada como sala de jantar e outras refeições. Os quartos e as salas encontram-se preservados, inclusive com objetos e utensílios utilizados no período em que toda família residia no imóvel.

A tipologia desta edificação possui repertório e técnicas construtivas próprias do período colonial, amparadas em um saber construtivo vernacular, extremamente empregado nas edificações erguidas em Minas Gerais, sobretudo na passagem do século XIX para o século XX, e que perduram até a metade deste, quando novas técnicas e materiais vieram substituir este tipo de estilo e técnica construtiva.

No que tange às intervenções, a última aconteceu de setembro de 2015 a setembro de 2016 onde a edificação foi totalmente restaurada por iniciativa particular da proprietária.

A seguir, algumas fotos do passo a passo da restauração do imóvel.

 

Bem inventariado: Solar José Alves Paixão

HISTÓRICO:

Edificação térrea de partido retangular. Construída em estrutura autoportante e fechamento em tijolos maciços. Possui volumetria simples e despojada.

Edificação construída em 1929 pelo contador José Alves Paixão. O referido proprietário trabalhou como contador na firma Thiago Ferreira e Assis. Fundou a Gráfica Natividade, onde lançou dois jornais, o “Regional” e o “Natividade”. Idealizou e coordenou a fundação da Associação Comercial de Aimorés em 1936, o movimento para a construção da ponte sobre o Rio, em 1938 e a construção do Hospital São José, inaugurado em 1936.

Desde seu falecimento, seus bens forma herdados pelas filhas, Agnes e Lydia Paixão. Atualmente, reside no imóvel apenas a professora aposentada Lydia Alves Paixão.

 

Bem Inventariado: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo

HISTÓRICO:

A Igreja Matriz de Aimorés inicialmente era uma pequena ermida construída na Avenida Afonso Pena, atual Américo Martins da Costa.

Em 1927, a prefeitura municipal administrada pelo Dr. Waldemar Diniz Alves Pequeno, doou o terreno para a construção da Igreja de Nossa Senhora da Natividade. A construção do templo iniciou-se em 18 de junho de 1930. Durante a obra, vários religiosos passaram pelo local, inclusive o padre José Manuel Regadas. Em 1933 assumiu o curato o vigário Antônio Vieira Coelho, que foi também o último padre secular. Por determinação do Bispo de Caratinga, Dom Carloto Távora, o curato passou a ser administrado pela ordem carmelita. Em 16 de setembro de 1933, o curato de Nossa Senhora da Natividade foi elevado a paróquia, tendo a denominação alterada para Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Os primeiros carmelitas a administrarem o templo foram freis José Estorch e Avertano Maria Graboleda

Com a elevação à categoria de paróquia, os freis teriam que terminar as obras da matriz. Em dezembro de 1934 chegou em Aimorés o frei espanhol Afonso Maria Coldecarrera Jordá, assumindo como vigário. Esse religioso foi o responsável pela conclusão das obras da Matriz de Nossa Senhora do Carmo em 1935, e da instalação no ano seguinte, do primeiro colégio religioso no Vale do Rio Doce, que foi posteriormente confiado às Irmãs da Divina Providência.

Bem Inventariado: Antigo colégio das irmãs Carmelitas. (Atual Unipac)

HISTÓRICO

É uma edificação de dois pavimentos feita  com estrutura de concreto armado e tijolos maciços, coberta com telhado de duas águas em telhas cerâmicas do tipo francesas, o beira é de laje corrida. O partido em “U”, muito apropriado para construções com esta finalidade tem suas origens remotas na arquitetura ibérica e traz em sua concepção resquícios da influência moura a que Espanha e Portugal estiveram expostos.

Essa instituição de ensino teve início em fevereiro de 1936, quando a convite do Frei Afonso Maria Coldecarra Jordá, responsável pela administração religiosa em Aimorés, vieram para o município as irmãs carmelitas da Divina Providência.

As carmelitas, lideradas pela Irmã Maria do Divino Coração, instalaram-se inicialmente na casa paroquial da Igreja Matriz da Natividade (posteriormente, em 1934, denominada Matriz Nossa Senhora do Carmo), situada na Avenida Affonso Penna, atualmente, Américo Martins da Costa. Nessa edificação as referidas irmãs iniciaram a atividade educacional. , as instalações Com o decorrer dos anos, as instalações foram paulatinamente ampliadas, para que a modesta escola carmelita pudesse funcionar como internato, denominado Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Nessa obra, foi marcante a atuação de Frei Afonso Maria Coldecarra Jordá, que angariou recursos para a empreitada e auxiliou na supervisão da obra. A primeira diretora do internato foi a Irmã Maria do Divino Coração. Pela escola carmelita passaram várias irmãs, que prestaram valiosos serviços a essa instituição de ensino e também a população de Aimorés e da região do vale do Rio Doce. Dentre essa religiosas podemos citar alguns nomes como: a primeira diretora Maria do Divino Coração, Irmã Celeste Simão Stock, Irmã Calixta da Mãe de Deus, Irmã Edwiges de São João Eudes, Irmã Carmem de Freitas, Maria de Nossa Senhora Sallete, Maria Carmélia de Regina Pacis e outras tantas colaboradoras.

No ano de 1945, o Frei Afonso Maria  Condecarra Jordá, reuniu-se com o então prefeito de Aimorés, o Dr. Américo Martins da Costa, e conseguiu a doação de um terreno localizado na Rua Pedro Nolasco com Rua Olegário Maciel, para a construção de uma nova sede para o Ginásio e Escola Normal Nossa Senhora do Carmo. O objetivo era construir uma edificação ampla para substituir a primeira sede, que já não comportava a demanda.

Em 1947, iniciaram as obras da nova edificação do Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Os recurso angariados para a construção da sede foram adquiridos por meio de doações, recolhidas após as campanhas realizadas pelo Frei Afonso e pelas irmãs carmelitas.

Em 1950, mesmo que parcialmente concluída, algumas salas já estavam sendo utilizadas. Em 1955, sob a direção da Irmã Calixta, a obra foi concluída. Em 1963 foram concluídas a Capela Nossa Senhora do Carmo e a quadra esportiva.

A edificação onde as carmelitas iniciaram as atividades na década de 30 foi vendida em 1950 para o senhor Galdino Correia Condé, que demoliu o imóvel.

Na década de 70, várias escolas foram implantadas na região do Vale do Rio Doce. Com isso, estudantes de municípios vizinhos não precisam mais se deslocar para Aimorés. Tal fato reduziu a demanda de alunos e a receita da instituição, que desde sua fundação era privada, cobrando mensalidades. Além da concorrência do setor educacional público, a população de Aimorés reduziu de 25000 habitantes em 1950, para 18000 em 1980. Esses fatores levaram as irmãs carmelitas, responsáveis pela administração da instituição, a alugarem algumas salas do edifício. Em 1960, o próprio governo estadual locou salas para ofertar o ensino público de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Nos anos seguintes, mais salas foram locadas pelo Estado para atender os alunos da 5ª até 8ª série. Outra medida instituída pela escola carmelita foi a admissão de turmas mistas para aumentar o número de alunos. Desde a sua fundação matricularam-se na instituição apenas estudantes do sexo feminino.

Em 1989, o governo federal autorizou o colégio Nossa Senhora do Carmo a ofertar o curso Técnico em Contabilidade.

Em 1991, a escola foi adquirida pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais, levando o nome de Escola Estadual Nossa Senhora do Carmo.

Em 2004 a Escola Estadual Nossa Senhora do Carmo foi desativada. Desde então funciona no local a UNIPAC.

Bem Inventariado: Antiga casa de saúde e maternidade São Lucas

HISTÓRICO:

Possui estilo eclético que contém em sua composição elementos que remetem ao decô. Apresenta partido em “U” com acréscimo posterior.

A edificação foi construída no final da década de 30 do século XX pelo médico Perli Pôncio. Essa edificação era utilizada por como residência e consultório médico.

No início dos anos 40, o Dr. Perli Pôncio alienou o imóvel para o médico Manuel Pedro Sales, que juntamente com os irmãos Aderbal Sales e Antônio Sales, fundaram a Casa de Saúde e Maternidade São Lucas.

Em meados da década de 40, o Dr. Aderbal Sales e Antônio Sales se mudaram de Aimorés e o Dr. Manuel Pedro Salles seguiu com o projeto até o início da década de 70, quando veio a falecer. Com isso, a viúva alienou o imóvel e a clínica para uma sociedade de 06 médicos. Tal sociedade tinha como administrador o Dr. Lauro Soutilha.

Os novos proprietários da clínica desenvolveram as atividades médicas até o início da década de noventa, quando tiveram que leiloar o imóvel por motivos de dívidas judiciais. Nesse período, o então prefeito de Aimorés, o senhor Jurandir da Rocha, arrematou em leilão o imóvel para incorporar ao patrimônio da prefeitura municipal e adequá-lo para ser a nova sede da Secretaria Municipal de Educação. Desde então, a edificação permanece sendo a sede do órgão gestor da educação no município de Aimorés.

Bem Inventariado: Prefeitura Municipal

HISTÓRICO:

A primeira edificação que abrigou a Prefeitura Municipal de Aimorés, quando o município foi criado em 1916, localizava-se na Avenida Liberdade com Rua Davi Campista (atualmente Avenida Raul Soares e Rua Coronel José Thiago) e foi construída por volta de 1910, com dois pavimentos e assoalho com cerca de dois metros de altura. No pavimento superior funcionava a prefeitura e a Coletoria Estadual e no andar térreo a Cadeia Pública.

No final da década de 20, com o desenvolvimento e aumento demográfico do município, elevou a demanda de serviços na Prefeitura, levando os governantes aimoreenses tomarem a decisão de construir um novo prédio para sediar a Prefeitura.

No ano de 1926, o prefeito de Aimorés era o Coronel Pimentel. Esse governante que tinha vínculo com Arthur Bernardes, então Presidente do Estado de Minas Gerais e, consequentemente, havia uma maior facilidade em requisitar verbas para o município solicitou ao governador verbas para a construção do Fórum e da cadeia. Essas instituições seriam instaladas bem no centro da cidade, na Avenida Raul Soares. Tão logo chegou os recursos, iniciaram-se as obras.

Em 1927, houve as eleições para o cargo de prefeito no município e o vencedor foi o Dr. Waldemar Diniz Alves Pequeno. Assim que assumiu o executivo municipal, as obras de construção da cadeia e da cadeia prosseguiram. O projeto original era de uma edificação com dois pavimentos, onde no primeiro pavimento funcionaria a Cadeia Pública e no segundo o Fórum.

O Prefeito Waldemar Pequeno atendendo aos pedidos da população e também, constatando riscos de se ter uma cadeia no centro da cidade, solicitou ao governador do estado, que fosse alterada a finalidade da obra. Ao invés de instalar a cadeia pública e o fórum , a edificação deveria ser a sede da Prefeitura e Câmara Municipal de Aimorés. O governador atendeu ao pedido e as verbas da edificação passaram a ter esse fim.

Nas eleições seguintes, o prefeito eleito foi o Dr. Américo Brasil Martins da Costa. Este governante concluiu as obras da Prefeitura e da Câmara Municipal de Aimorés que foi inaugurada em 1934.

O prédio possui caracterização estilística eclética que remetem ao neoclássico, dentro da livre fusão de elementos que este  estilo arquitetônico permite. Apresenta partido retangular e volumetria composta em dois pavimentos em acréscimo posterior.

Bem Inventariado: Museu Histórico de Aimorés

HISTÓRICO:

Em 1934, a nova sede da Prefeitura Municipal foi inaugurada, localizada na Avenida Raul Soares, numa edificação capaz de abrigar o poder público municipal. A coletoria que até o ano de 1925 funcionava no mesmo local da prefeitura ganhou nova sede. O então prefeito municipal Dr. Américo Brasil Martins da Costa determinou a construção da edificação ao lado do terreno da prefeitura para servir de sede da coletoria estadual no município.

Esta edificação foi construída no ano de 1938 e seguiu características arquitetônicas semelhantes ao do prédio da atual Prefeitura, ou seja, estilo eclético com tendências ao neoclássico, de partido retangular.

 

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